Um discurso com grande enfoque nas desigualdades sociais nos EUA, colocando o dedo na ferida relativamente à necessidade de os ricos serem chamados a pagar a sua quota parte de impostos.
"No American company should be able to avoid paying its fairshare of taxes by moving jobs and profits overseas. From now on,every multinational company should have to pay a basic minimum tax. And every penny should go towards lowering taxes for companies thatchoose to stay here and hire here. My message is simple. It's time to stop rewarding businesses that ship jobs overseas, and start rewarding companies that create jobs right here in America. Send me these tax reforms, and I'll sign them right away".
A frase lembra-me a fuga da Jerónimo Martins, e mais umas 16 empresas do PSI-20, para a Holanda. Compara com o que nosso liberal, Passos Coelho, que afirmou compreender muito bem a saída da JM de Portugal....
Outra ideia fundamental, desta vez sobre energias renováveis:
"In three years, our partnership with the private sector has already positioned America to be the world's leading manufacturer of high-tech batteries. (...) But I will not walk away from the promise of clean energy. I will not cede the wind or solar or battery industry to China or Germany because we refuse to make the same commitment here. We have subsidized oil companies for a century. That's long enough. It's time to end the taxpayer giveaways to an industry that's rarely been more profitable, and double-down on a clean energy industry that's never been more promising. Pass clean energy tax credits and create these jobs".
Portanto, Portugal caminha alegremente para a falência.
Isto apesar de todos os cortes que o Governo tem feito, nos salários, pensões, subvenções a medicamentos, transportes públicos, educação pública e SNS. Caminhamos para a falência apesar da paz social (ou antes cobardia social?).
Caminhamos para a falência apesar da venda da EDP e da nomeação de um brilhante e trabalhador Chairman nessa empresa.
Caminhamos para a falência apesar do aumento de impostos, e da redução dos benefícios fiscais.
Caminhamos para a falência apesar desse fabuloso acordo de concertação social, que facilita despedimentos, reduz indemnizações ou aumenta horas de trabalho.
Caminhamos para a falência apesar desta imprensa silenciosa, que sonega informação sobre a falência iminente. Apesar desta imprensa cooperante, abjecta, que nos vende austeridade, que apoia os empresários que fogem para paraísos fiscais, que coloca o ónus da crise que estamos a passar nos funcionários públicos.
Caminhamos para a falência apesar desta imprensa que criou na figura de José Sócrates a principal cortina de fumo para que o povo não perceba que estes senhores que nos governam em Portugal são meros lacaios dos grandes empresários, alguns dos quais são donos de televisões e jornais, e que aproveitam a crise para que estes se tornem mais ricos em prejuízo da esmagadora maioria dos portugueses.
A falência aproxima-se sem que ninguém, nenhum jornalista, pergunte aos nossos governantes faça a pergunta: "Se tudo isto está a ser feito, e mesmo assim caminhamos para a falência, onde está a falhar a estratégia do Governo?"
Do que conheço da Televisão americana, este é o melhor canal da atualidade: Current TV.
Para seguir a política norte-americana recomendo o programa Young Turks. O Pivô do programa Cenk Uygur desanca o establishment da política americana com assertividade e pertinência. É vê-lo aqui a comentar o discurso de vitória de Mitt Romney nas primárias no New Hampshire.
“This soulless candidate, this robot, this corporate machine, is going to talk about how he’s going to save the soul of America? That might have been the funniest part of the speech. I don’t need any facts to show you. Everybody out there — whether you’re a Democrat or Republican — is laughing about how Mitt Romney is going to save the soul of America. What a joke you are, Romney.”
O Blog Esquerda Republicana (ER) fez-me despertar o interesse no que Ed Miliband, líder do Partido Trabalhista, andaria efectivamente a dizer.
O discurso a que se refere o ER, que pode ser lido aqui, tem de facto alguns excertos que merecem a minha concordância.
We warned that trying to cut spending and raise taxes too far and too fast would make it harder to get that deficit down.
The Government’s failure in eighteen short months has proved the point.
(...)
There are some who say that fairness is a luxury we cannot afford in tough times.
That fairness is something for good times, and nothing more.
I believe that is profoundly wrong.
When there is less money to spend, the choices are starker.
So our values matter even more.
And if you don’t believe me, talk to the low paid working families who are losing the most, thanks to this Government’s priorities.
Talk to the school-leaver, joining a queue of one million young people looking for work.
It’s Labour’s responsibility to find a new approach for tough times.
So we will be a different party from the one we were in the past.
A changed Labour Party.
(...)
The ideas which won three elections between 1997 and 2005 won’t be the ideas which will win the election in 2015.
And not just out of necessity, because there’s less money around.
But because we have to recognise some of the things we didn’t achieve.
The last Labour government did more to tackle poverty than any in British history.
Yet, inequality between the very top and the very bottom still grew.
(...)
We have already set out what
we would do to get the economy growing again immediately.
We would tax bank bonuses and use the money to get young people back to work.
(...)
Too often in the past we ended up with wealth creation which was built on unstable foundations.
With excessive rewards at the top and everybody else seeing their incomes squeezed.
(...)
That is why we have to take on irresponsibility wherever we find it.
At the top and at the bottom of society.
We have to end the situation where we have rewards for failure at the top — harming the company and its workforce.
(...)
We need an economy that builds long-term wealth creation, fairly shared.
But we also need to act on the vested interests that squeeze the living standards of vast numbers of people across the country.
Does anyone doubt that people are feeling squeezed?
The price of food is going up.
The price of gas and electricity is going up.
And the price of getting around, getting to work is going up.
And when there is little money to spend, fairness starts with how you are treated when you spend the money you have.
(...)
Take train fares.
This month, some are going up by as much as 11%.
Next year and the year after, some are going to go up by as much as 13%.
And that at a time when so many peoples’ wages are falling.
Some train companies have jacked up prices so much that some season tickets are now a fifth of the average salary in this country.
So much that some parents are giving up jobs because they can’t afford a child minder and a season ticket.
And what are the Government doing about it?
Nothing.
The Government are giving the train companies more freedom to rig the system of fares, so that the busiest routes get the biggest fare increases.
That’s got to change.
(...)
That’s why when we say invest money in our young people to make uni-versity more affordable, we also have to be clear that means not giving the banks the corporation tax cut this Government has planned.
(...)
My answer is different.
Different to this Prime Minister.
And different too to the previous Labour Government.
My Labour Party is not going to bow to the outdated idea that says that government cannot help, that there are no choices to be made.
My Labour Party is going to show that we can deliver fairness even when there’s less money around.
And in the end, once the savings have been made and the deficit has been reduced, the question is this:
What is your vision for this country?
This Government doesn’t have one.
But we do.
Because we understand that a responsible economy is also a stronger, growing economy.
Our vision is for an economy based on sustainable wealth creation.
Where rewards are more fairly shared.
Where we take on the vested interests that squeeze people’s living standards.
Where we stand up for the hard-working majority with the choices we make.
That is the basis on which Labour will govern.
That is what Labour stands for.
That is where Labour stands.
Sem dúvida um excelente discurso que merece ser lido na íntegra, e que reforça a minha esperança que a era deste capitalismo selvagem que nos arruina só pode estar no fim.
Está feito. Na margem direita deste blog, há agora um contador para sabermos qual o prazo de validade desta verdade de Gaspar. Aceitam-se apostas. 3 meses? 3 semanas? 3 dias?
A política da austeridade que a UE está a seguir, e que tem no Governo de Passos Coelho um dos seus maiores entusiastas, é suicida, só pode dar mau resultado.
Na entrevista ao Expresso neste fim de semana, Soares dos Santos diz que tem o direito de defender o património. Dito assim, até se pode concordar em tese. Mas ao pensar que a liberdade de uns tem como limite a interferência com a liberdade de outros, não posso concordar com Soares dos Santos.
A verdade é que a liberdade de Soares dos Santos em ir para Holanda interfere com a minha liberdade de defender o meu património. Com as receitas fiscais que vão fugir de Portugal, alguém vai ter de pagar mais imposto. E esse alguém, muito provavelmente, serei eu.
As perguntas que se impõem sobre esta fuga para Holanda (e tenho pena de não a ter ouvido por exemplo no debate quinzenal com o PM na AR, que ocorreu na Sexta-feira) são as seguintes:
Quantos milhares (ou milhões) de Euros vai perder o Estado Português com esta mudança da Jeronimo Martins?
Quanto perde o Estado pelo facto de outras 16 empresas do PSI-20 terem a sua sede fiscal na Holanda?
Quanto paga a mais um trabalhador por contra de outrem, como eu, para sustentar a liberdade do Soares dos Santos em se pôr ao fresco?
Este ano não me atrevo a fazer o mesmo, porque a situação é de tal modo sui-generis, e o futuro de tal modo incerto que qualquer prognóstico é mera futurologia.
Mas não resisto a divulgar alguns dos meus sonhos (políticos) para 2012. Dar-me-ia por tremendamente satisfeito se pelo menos um destes sonhos se realizasse. Então aqui vai:
- Sonho que a comunicação social deixe de ser controlada por grandes grupos económicos, que não param de nos vender liberalismo e austeridade como receitas únicas para sair da crise, e que têm um papel decisivo nos resultados das eleições;
- Sonho que as políticas seguidas em Portugal e na Europa deixem de ser definidas pelos "mercados";
- Sonho em saber quem são esses tais mercados que especulam e ganham rios de dinheiro com a desgraça dos países e dos seus povos.
- Sonho em viver num mundo que não seja governado pela Goldman Sachs;
- Sonho em ter um Presidente da República e um Primeiro Ministro que sejam uma fonte de inspiração para que Portugal possa sair desta crise;
- Sonho ver, de novo, a Galp ou EDP controladas pelo Estado português para que estas empresas estratégicas possam ser de novo usadas ao serviço do bem comum e não ao serviço de um qualquer milionário ou do Estado Chinês...
São estes os sonhos que me ocorreram enquanto escrevia estas linhas.
Gostava de dizer também que sonho em ver uma França governada pela esquerda, mas o candidato socialista François Hollande não me inspira confiança. Parece-me daqueles políticos semsaborões que nada dizem de substancial. Não o vejo com coragem para se impor face à doutrina dominante imposta pela Alemanha (e pelos tais mercados).
Quem é meu Economista do Ano? Sócios, é isso que vou explicar. O que é que Portugal tem de fazer? Vai qu'ir buscar dinheiro... Ontem vi o patrão da barragem Três Gargantas, Cao Guangjing. Ele é o chinês que comprou a EDP - e fez-me luz! Foi quando ele disse: "Podemos trazer dinheiro e bancos chineses." Sócios, ele é o 20.º jogador do plantel, aquele que foi anunciado num discurso, em Lisboa, a 24 de Março! Na altura, foi dito que vinham aí charters e os portugueses riram-se. E não é que aconteceu mesmo?! Portugal foi buscar sponsors, foi buscar as Três Gargantas. Agora Portugal vai ter comissão de charters... vai ter comissão de bancos... vai ter comissão de barragens... Ontem Cao Guangjing foi recebido no Ministério da Economia e hoje vai ao Ministério das Finanças e vai ser recebido por Passos Coelho... Porquê? Sócios, porque foi feito um Departamento do Jogador Chinês, como foi preconizado no tal discurso em Março. "Portugueses, isto é um projecto de irmos p'ra frente! Vamos ganhar, vamos tar lá em cima outra vez", foi dito então. E agora eu vou ter que eleger o Economista do Ano. Aquele discurso não foi nem do Teixeira dos Santos nem do Constân... sócios... oh sócios... por favor, tou concentradíssimo, não é?, nem pelas falinhas mansas do Gaspar, nem pela sumidade académica do Álvaro - foi dito com os pés por Paulo Futre. Não foi citado pelo Financial Times mas está no YouTube. E, sócios, Futre foi o único que acertou.
Não tínhamos problemas que chegassem na Europa, eis que se não quando os ministros das finanças do Reino Unido e França resolvem desembainhar a espada e matar saudades de Waterloo.
“Mounsieurs estão muito mal” – diz o francês. “Mal estás you” – diz o inglês.
Tudo empatado. Ambos imbecis. Ambos decadentes.
E como é possível que tamanhos imbecis de direita tenham chegado a um poder hegemónico na Europa e optado por políticas que só interessam a uma dúzia de milionários?
Tenho-o repetido vezes sem conta neste blog: A comunicação social na Europa e claramente também nos EUA, está controlada por esses tais milionários que na prática escolhem os imbecis que lhes fazem os fretes.
Balsemões e Murdochs das nossas vidas fazem a lavagem ao cérebro diária. Dizem-nos que se tem de baixar impostos sobre empresas, que temos de flexibilizar, privatizar, liberalizar. Que temos de ter repugnância por tudo o que é sector público, a começar pelos seus funcionários, que não são mais do que parasitas da sociedade.
A lavagem ao cérebro resulta. No dia do voto, a cruzinha elege o imbecil de direita.
Acredito que uma mudança no paradigma que vivemos e que nos conduz à ruína terá de ser acompanhada por uma mudança na comunicação social, de modo a que esta possa ser isenta e independente face a um poder económico cujos interesses não coincidem (ou são mesmo antagónicos) com os interesses da população em geral.
Resta-nos a consolação que a E.ON, grupo alemão, valoriza a aposta que foi feita nas energias renováveis, tendo oferecido um valor de 8,5 mil milhões de euros para comprar a quota de 21,35% que o Estado tem atualmente na EDP.
Mas é para mim um enorme desgosto e frustação que a estratégia "absurda" de Sócrates de apostar fortemente nas energias alternativas, nomeadamente, nas energias hídricas e eólicas, seja agora aproveitada por estes alemães vampirescos.
Os governos dos países da OCDE devem combater o crescente fosso entre ricos e pobres, que atingiu níveis históricos, disse a organização num relatório divulgado hoje. Portugal continua a ter uma das sociedades com maior desigualdade neste grupo.
“O rendimento médio dos 10% mais ricos” dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que agrupa as economias de mercado mais desenvolvidas, “é agora [em 2008] cerca de nove vezes o dos 10% mais pobres”, tendo atingido o seu “nível mais elevado em mais de 30 anos”, lê-se num comunicado de imprensa.
“O contrato social está a começar a deslaçar em muitos países. Este estudo desfaz as assunções de que os benefícios do crescimento económico se transmitem automaticamente aos mais desfavorecidos e que maior desigualdade favorece uma maior mobilidade social”, disse o secretário-geral da OCDE, o mexicano Angel Gurria, no lançamento em Paris deste relatório, intitulado “Divided We Stand: Why Inequality Keeps Rising”.
O relatório compara a desigualdade em 1985 com a desigualdade em 2008, e conclui que ela aumentou “mesmo em países tradicionalmente igualitários, como a Alemanha, a Dinamarca e a Suécia”, onde a diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres passou de 5 para 1 na década de 1980 para 6 para 1 no final da década passada.
“Sem uma estratégia abrangente para um crescimento inclusivo, a desigualdade vai continuar a aumentar”, disse ainda Gurria, para quem “o crescimento das desigualdades não tem nada de inevitável”. A qualificação da força de trabalho “é de longe o instrumento mais poderoso para contraria o aumento da desigualdade”.
As maiores desigualdades, considerando esta medida, registam-se no Chile e no México, onde os 10% mais ricos tinham rendimentos superiores a 25 vezes os dos 10% mais pobres, seguidos da Turquia e dos EUA, onde a diferença era superior a 14 para 1, e de Israel, Grã-Bretanha e Portugal, com 13,4, 11,7 e 10,3.
Portugal entre os mais desiguais
A desigualdade em Portugal mantém-se assim entre as mais elevadas deste grupo, na sexta posição quando considerada a diferença entre os rendimentos dos 20% mais ricos e os dos 20% mais pobres, que é de 6,1 vezes – face a 5,4 vezes para o conjunto dos seus 34 membros.
Portugal é no entanto uma das poucas excepções a um crescimento dos rendimentos mais elevados maior do que o crescimento dos rendimentos mais baixos.
Os rendimentos dos 10% mais ricos cresceram a uma média anual de 1,1% entre meados da década de 1980 e finais da década passada, enquanto no caso dos 10% mais pobres cresceu 3,6%. Para o total da população, o crescimento médio anual foi de 2%.
No conjunto da OCDE, o crescimento do rendimento dos 10% mais ricos foi de 1,9% ao ano, face a 1,3% para os 10% mais pobres. O relatório nota que a desigualdade, medida pelo coeficiente de Gini, diminuiu na Turquia e na Grécia, manteve-se na França, Bélgica e Hungria e aumentou nos restantes países para que há dados para este período.
"(...) Isto quer também dizer que a meta internacional de 5,9% do PIB seria atingível sem o corte de meio subsídio de Natal este ano".
Conclusões:
1) As metas estão a ser atingidas e mesmo ultrapassadas;
2) A orientação neo-liberal do Governo é o verdadeiro motivo que justifica medidas como: cortes nos subsídios de Natal, privatizações de empresas públicas aos desbarato, reforço da precariedade do emprego, ou o aumento das horas de trabalho.
Can the euro be saved? Not long ago we were told that the worst possible outcome was a Greek default. Now a much wider disaster seems all too likely.
True, market pressure lifted a bit on Wednesday after central banks made a splashy announcement about expanded credit lines (which will, in fact, make hardly any real difference). But even optimists now see Europe as headed for recession, while pessimists warn that the euro may become the epicenter of another global financial crisis.
How did things go so wrong? The answer you hear all the time is that the euro crisis was caused by fiscal irresponsibility. Turn on your TV and you’re very likely to find some pundit declaring that if America doesn’t slash spending we’ll end up like Greece. Greeeeeece!
But the truth is nearly the opposite. Although Europe’s leaders continue to insist that the problem is too much spending in debtor nations, the real problem is too little spending in Europe as a whole. And their efforts to fix matters by demanding ever harsher austerity have played a major role in making the situation worse.
The story so far: In the years leading up to the 2008 crisis, Europe, like America, had a runaway banking system and a rapid buildup of debt. In Europe’s case, however, much of the lending was across borders, as funds from Germany flowed into southern Europe. This lending was perceived as low risk. Hey, the recipients were all on the euro, so what could go wrong?
For the most part, by the way, this lending went to the private sector, not to governments. Only Greece ran large budget deficits during the good years; Spain actually had a surplus on the eve of the crisis.
Then the bubble burst. Private spending in the debtor nations fell sharply. And the question European leaders should have been asking was how to keep those spending cuts from causing a Europe-wide downturn.
Instead, however, they responded to the inevitable, recession-driven rise in deficits by demanding that all governments — not just those of the debtor nations — slash spending and raise taxes. Warnings that this would deepen the slump were waved away. “The idea that austerity measures could trigger stagnation is incorrect,” declared Jean-Claude Trichet, then the president of the European Central Bank. Why? Because “confidence-inspiring policies will foster and not hamper economic recovery.”
But the confidence fairy was a no-show.
Wait, there’s more. During the years of easy money, wages and prices in southern Europe rose substantially faster than in northern Europe. This divergence now needs to be reversed, either through falling prices in the south or through rising prices in the north. And it matters which: If southern Europe is forced to deflate its way to competitiveness, it will both pay a heavy price in employment and worsen its debt problems. The chances of success would be much greater if the gap were closed via rising prices in the north.
But to close the gap through rising prices in the north, policy makers would have to accept temporarily higher inflation for the euro area as a whole. And they’ve made it clear that they won’t. Last April, in fact, the European Central Bank began raising interest rates, even though it was obvious to most observers that underlying inflation was, if anything, too low.
And it’s probably no coincidence that April was also when the euro crisis entered its new, dire phase. Never mind Greece, whose economy is to Europe roughly as greater Miami is to the United States. At this point, markets have lost faith in the euro as a whole, driving up interest rates even for countries like Austria and Finland, hardly known for profligacy. And it’s not hard to see why. The combination of austerity-for-all and a central bank morbidly obsessed with inflation makes it essentially impossible for indebted countries to escape from their debt trap and is, therefore, a recipe for widespread debt defaults, bank runs and general financial collapse.
I hope, for our sake as well as theirs, that the Europeans will change course before it’s too late. But, to be honest, I don’t believe they will. In fact, what’s much more likely is that we will follow them down the path to ruin.
For in America, as in Europe, the economy is being dragged down by troubled debtors — in our case, mainly homeowners. And here, too, we desperately need expansionary fiscal and monetary policies to support the economy as these debtors struggle back to financial health. Yet, as in Europe, public discourse is dominated by deficit scolds and inflation obsessives.
So the next time you hear someone claiming that if we don’t slash spending we’ll turn into Greece, your answer should be that if we do slash spending while the economy is still in a depression, we’ll turn into Europe. In fact, we’re well on our way.
"Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio", afirmou.
Para o Nobel da Economia de 2001, "a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos" a sair da crise.
O antigo vice-presidente do Banco Mundial disse que as reformas estruturais europeias "foram desenhadas para melhorar a economia do lado da oferta e não do lado da procura", quando o problema real é a falta de procura.
Por isso, rejeitou as propostas a favor de mais flexibilidade laboral: "Se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão", alertou Stiglitz, defendendo que "é necessário" que a flexibilidade seja acompanhada por "compensações do lado da segurança" para os trabalhadores.
Sabia que o BCE empresta dinheiro a bancos privados, isto é, aos tais mercados (para ficar mais difuso e eufemístico), a baixas taxas de juro, que por sua vez vão emprestar esse mesmo dinheiro aos países da zona Euro a taxas altamente especulativas?
Se os "mercados" não estão a funcionar e especulam, porque não acabar definitivamente com estes intermediários onzeneiros? Porque não empresta o BCE directamente aos países, sem as hesitações que tem caracterizado a acção do BCE?
Sabendo-se disto, a afirmação parece-me legítima. Os governos europeus, a começar pelo português, que permitem que esta especulação perdure no tempo, não estão a defender o bem comum. Andam sobretudo preocupados em não estragar o negócio dos banqueiros.
Chegados aqui, gosto da sugestão que consta do Manifesto dos economistas aterrados: Faça-se uma auditoria às dividas soberanas dos países do Euro em dificuldades (neste momento, já poucos escapam), para que se saiba quem são os seus credores e quem ganha com o agravamento dos juros.