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Até hoje, dia 8 janeiro 2014, como Presidente República, Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, Cavaco Silva está no poder há 6908 dias (18 anos e 339 dias). .

Agora temos, ao menos, este auxílio: Um relógio com a contagem decrescente para a libertação final!!

Agradecemos ao CDS-PP ter dado a ideia do relógio com contagem decrescente!

Este contador assume que o mandato de Cavaco terminará a 29 de Fevereiro de 2016 (para nosso azar, 2016 é ano bissexto)


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Pedro Nuno Santos

Terça-feira, 03.04.12

Pedro Nuno Santos: por mim até podia ser amanhã, mas se não for amanhã que seja um dia: líder do Partido Socialista.

 

Deputado socialista apela ao voto contra o tratado orçamental

Pedro Nuno dos Santos, vice-presidente da bancada parlamentar socialista que apresentou hoje a demissão, considera que o Tratado é anti-democrático e diz "sentir-se inútil" como deputado.

 

O deputado socialista Pedro Nuno dos Santos afirmou hoje num colóquio, organizado pelo Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, que muitas vezes "se sente inútil" nessa qualidade e que "está farto de tanta responsabilidade que só nos conduz ao descalabro".

Horas antes, o deputado tinha apresentado o seu pedido de demissão de vice-presidente da bancada socialista, alegadamente por "razões pessoais". Segundo deputados próximos de Nuno dos Santos, a sua demissão ter-se-ia devido "a divergências políticas".

Em Dezembro passado, Pedro Nuno dos Santos notabilizara-se por ter feito declarações polémicas, num jantar partidário, sugerindo o não pagamento da dívida.

 

Contra o Pacto Orçamental

Já ex-vice presidente da bancada, Pedro Nuno Santos, responsável pelas questões económicas, apelou ao voto contra o Tratado Orçamental, cuja votação está agendada para 12 de Abril no Parlamento, fazendo ao mesmo tempo um violento ataque ao Governo e à "política da direita", em Portugal e na Europa.

"Tenho esperança até à última hora", disse. A direção socialista já sinalizou que é a favor da votação do Pacto. 

Nuno dos Santos justificou a sua posição contra o Tratado por o considerar como não democrático: "não só passará a definir as metas como dirá aos países o modo e o tempo das suas escolhas".

Votar a favor, explicou, "é desistir da política ou fazer uma política de rendição". "Entre esta e o combate, só resta a política de combate, tanto no plano nacional como europeu e o Pacto orçamental é "um momento estruturante", destacou.

"Isto não está a funcionar", acrescentou, admitindo que a atual política até pode resultar no campo das contas públicas, mas "com um prejuízo social inaceitável numa sociedade que se dá ao respeito". "Entre a parede e a espada, é a espada", disse ainda.

 
A favor do fim do "consenso europeu"

Nuno Santos manifestou-se também a favor "do desmantelamento" do consenso que até agora tem prevalecido entre a direita e a social-democracia a respeito dos assuntos europeus porque "tal consenso é atualmente adversário da construção europeia".

Não é à toa que uma parte dos políticos não está interessada em não aliviar o aperto da economia, disse ainda, sublinhando que "esta é uma oportunidade histórica da direita para destruir o estado social. Nunca houve uma pressão tão grande como agora".

Para o deputado socialista, "a austeridade é a grande oportunidade que a direita, em Portugal e na Europa," têm para fazer o desregulamento e as privatizações.

"Vivemos uma situação de grande dificuldade", afirmou, acrescentando que "é tempo de acabar com o sentimento de culpa que os portugueses integraram, que gastaram demais e que vivem acima das suas possibilidades".

Crítica à anterior liderança do PS

Pedro Nuno dos Santos criticou e responsabilizou a liderança do PS por, no tempo em que ocupou o Governo, não ter procurado alianças com os socialistas espanhóis e gregos, também no Governo, quando se assistia ao fenómeno inverso entre a Alemanha e França.

"Não se percebe como os países mostraram tal falta de solidariedade. É nesta divisão da periferia que o processo de austeridade foi imposto", concluiu, pedindo desculpa "se foi irresponsável".

"Estou farto de tanta responsabilidade que só nos conduz ao descalabro, não vemos perspetivas de vida nem económicas", concluíu.

O colóquio, "A Economia Política da crise do euro", realizou-se na Livraria Almedina Atrium Saldanha, com a participação dos professores Ricardo Paes Mamede e José Maria Castro Caldas.

 

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por sitiocomvistasobreacidade às 23:55

1 comentário

De António nunes a 05.04.2012 às 21:38

Eu estive lá! E gostei.
Não sendo um daqueles discursos que marcam uma mudança (Sampaio e Guterres fizeram-no), aponta um caminho alternativo, muitas vezes apresentado naquela espécie de terra de ninguém (algures entre o Le Monde Diplomatique e a Finisterra).

O chato é a facilidade com que esse discurso é depois internalizado pelo poder (sim, também pelos socialistas), esmaecido, homeopatizado.

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