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Até hoje, dia 8 janeiro 2014, como Presidente República, Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, Cavaco Silva está no poder há 6908 dias (18 anos e 339 dias). .

Agora temos, ao menos, este auxílio: Um relógio com a contagem decrescente para a libertação final!!

Agradecemos ao CDS-PP ter dado a ideia do relógio com contagem decrescente!

Este contador assume que o mandato de Cavaco terminará a 29 de Fevereiro de 2016 (para nosso azar, 2016 é ano bissexto)


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7 ideias para a Social Democracia no Séc XXI: Saúde e Educação

Sexta-feira, 26.08.11

A renovada Escola Secundária de Vergílio Ferreira, em Lisboa

 

O melhor modelo que se conhece para a prestação de cuidados de saúde e dos serviços educativos foi proporcionado pela Social Democracia.

Esse modelo é baseado na acção central do Estado, sendo Portugal um bom exemplo daquilo que é a sua aplicação prática.

No entanto, e apesar de serem áreas que não deverão ser tratadas como negócio, são apetecíveis aos privados, porque potencialmente bastante lucrativas, especialmente quando o Estado garante a cobertura de riscos associados e apoia financeiramente negócios privados. A situação de crise que vivemos cria as condições ideais para que ideias liberais sejam testadas em países como Portugal, apesar de as mesmas serem um fracasso aonde quer que sejam implementadas. Tais ideais levam a piores resultados e a custos mais elevados.

Mas vamos por partes.

Na educação, Portugal conseguiu diminuir a taxa de analfabetismo de 40% em 1960 para cerca de 9% em 2001 (aqui, pag. 17). São resultados espectaculares que nos devemos orgulhar.

Importa agora dar o passo seguinte: apostar cada vez mais na qualidade educativa, apostar na ciência e investigação.

Esta foi uma aposta feita nos últimos anos, nos quais se adoptaram medidas exemplares como a introdução de aulas de substituição, do ensino do inglês ou a renovação do parque escolar.

Os resultados do relatório PISA da OCDE, demonstram que um ensino essencialmente baseado no sistema público garante padrões de qualidade assinaláveis que merecem o nosso aplauso e que deve ser protegido. Nas recentes olimpíadas de Matemática, 3 medalhados eram portugueses, todos estudantes em escolas públicas, oriundos das escolas secundárias de Alcanena (Miguel Santos, vencedor da medalha de ouro!), Santa Maria de Sintra (Raul Penaguião, bronze) e da Maia (João Santos, bronze). Notável!

A escola pública garante igualmente isto: a prestação de um serviço de qualidade, não apenas nos grandes centros, mas também em localidades que dificilmente seriam cobertas se fossem entregues ao “mercado”. A inclusão de minorias como as comunidades de diferentes confissões religiosas, que não a católica, são também outro objectivo que apenas a escola pública pode concretizar.

 

 

O mesmo se passa na sáude, o modelo implementedo no pós 25 de Abril permitiu que Portugal entrasse definitivamente no grupo dos países mais desenvolvidos com indicadores de excelência, tais como a taxa de mortalidade infantil:

Analisados os custos também existem motivos para defendermos este modelo.

tirado daqui

 

A área da saúde é particularmente apetecível para as entidades privadas, pois trata-se de um grande de negócio. A Presidente do ES Saúde, Isabel Vaz, disse que melhor negócio que a Saúde só mesmo o do armamento (vídeo aqui).

Nos EUA, o sistema é particularmente pouco eficiente e excepcionalmente caro, porque é totalmente privatizado. As seguradoras do ramo da saúde, exigem múltiplos exames, pagos a peso de ouro, para verificarem se devem mesmo reembolsar os segurados por gastos de saúde. Krugman nos seus diversos artigos sobre o tema explica muito bem a ineficiência do sistema de saúde americano.

Além disso, é imoral. Em 2009, cerca de 17% da população do EUA não estava abrangida por qualquer seguro de saúde, pelo que não tem acesso a cuidados de saúde.

Apesar do fracasso do sistema, a vontade entrar neste grande negócio faz com que diversos governos sucumbam aos interesses de importantes grupos económicos e procurem justificar o injustificável: a privatização do sistema de saúde. No Reino Unido, o Governo de Cameron apresta-se para acabar com o que resta do “National Healthcare Service”, construído no pós-guerra pelo sucessor de Churchill, o trabalhista Clement Attlee, mas que reuniu o consenso de diferentes partidos que só com Thatcher viria a ser quebrado. Um autêntico retrocesso civilizacional, motivado exclusivamente pelos lucros colossais que o sector da saúde pode proporcional, que vai sair muito caro ao Reino Unido.

Em Portugal, o sistema nacional de saúde também está sob ameaça. Para além da vontade de aumentar a participação de privados neste sector, foi proposta a introdução de pagamentos diferenciados pelo recurso ao Sistema Nacional de Saúde, consoante o rendimento das pessoas.  É uma medida que é feita sob a capa da defesa dos mais desfavorecidos, mas que acabará, a ser implementada, por ser negativa para estes. O modelo potenciará uma diferenciação de tratamento entre aqueles que pagam e os que não pagam (ou pagam pouco), discriminando negativamente os não pagantes. Desde logo, porque aqueles que serão chamados a pagar sentir-se-ão com legitimidade acrescida para reivindicar um melhor atendimento, e o inverso acontecerá com os não pagantes. Por outro lado, constituirá uma humilhação para os mais desfavorecidos a atribuição pelos serviços dos hospitais do carimbo “isento de taxas”.

Tal como defendido no sobre “desigualdades sociais”, a redistribuição de rendimentos deve ser feita sobretudo através dos impostos, medidas de natureza caritativa, apenas contribuem para a humilhação dos mais pobres e não garantem a redução das desigualdades.

Mas a ameaça, não vem apenas daí. A sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde não pode ser descurada ou menorizada. A imposição de reformas, normalmente impopulares e sujeitas a ataques populistas, é uma obrigação do político Social Democrata que não pode ser esquecida. Dada a sua importância, falarei sobre este assunto num capítulo dedicado ao tema "Reformismo".

 

Navegação:

Introdução;

A Guerra e a Paz; A Ética; As Desigualdades Sociais; O Sector empresarial do Estado; A Saúde e Educação; O Reformismo; O Ambiente; O Poder económico subordinado ao poder político;

Conclusões.

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por sitiocomvistasobreacidade às 19:26








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