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Seu blog é viciante

Sábado, 12.09.09

O Valor das Ideias teve a gentileza de eleger o "Sítio com vista sobre a cidade" com o selo do "Seu blog é viciante". Agradeço a distinção e sinto-a como uma honra e como um importante estímulo para continuar.

O prémio acarreta exibir o selo e dizer 3 coisas que desejo para o futuro. Então cá vai:

-  Contribuir, modesta, mas empenhadamente, para a vitória do PS nas próximas eleições, de modo a prosseguir o seu projecto de modernização do país e, consequentemente, contribuir para a derrota de uma candidata a primeira-ministra retrógrada, hipócrita (veja-se o caso Alberto João Jardim) e arrogante (na forma como se arroga detentora da verdade).

- Contribuir para o reforço da importância da blogosfera, enquanto alternativa aos meios de comunicação social tradicionais que são detidos, quase exclusivamente por empresários de direita. Deixo alguns exemplos: Balsemão, dono do SIC e Expresso, militante n. 1 do PSD;  Joaquim Coimbra, dono do jornal Sol, ex-accionista do BPN e membro do Conselho Nacional do PSD; Belmiro de Azevedo, dono do Público, que participou nos fóruns da "verdade" do PSD, que destila ódio a Sócrates desde a falhada OPA da Sonae à PT; José Eduardo Moniz, que saiu da TVI para a Vice-Presidência da Ongoing Media, que detém nomeadamente o Diário Económico, e que pretende adquirir uma posição accionista num canal de televisão.

- Usufruir deste espaço de liberdade.

Nomeio agora os blogs que me prendem ao computador, sob o olhar crítico da minha mulher:

Blogo Existo

Câmara Corporativa

Causa Nossa

Jugular

Margens de Erro

O Jumento

O Valor das Ideias

Simplex

Statu Quo

The Conscience of a Liberal - Paul Krugman

31 da Armada

 

Irei informar os autores destes blogs da minha preferência.

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por sitiocomvistasobreacidade às 18:23

Com a verdade me asfixiam

Sábado, 12.09.09

Excelente artigo de Miguel Sousa Tavares, no Expresso, reproduzido no Câmara Corporativa:

 

"Espero que a liberdade de expressão, conquistada no 25 de Abril, não esteja em perigo” — deixou escapar Cavaco Silva, como quem não quer a coisa, como quem não mete as mãos na campanha eleitoral em curso, ao lado do PSD.

"Um dos mais graves atentados à liberdade de expressão desde o 25 de Abril" — anunciara na véspera, em tom de enterro, José Pedro Aguiar Branco, em nome do PSD. "Um acto de censura", sentenciou Pacheco Pereira. "Uma asfixia democrática", suspirou Manuela Ferreira Leite.

Nove dias de enxurrada, de lágrimas e lamentos de cristãos-novos da liberdade de imprensa — ou da liberdade, simplesmente. Mas, sintomaticamente, não se ouviu nenhuma carpideira atrever-se a tocar no essencial: o 'Jornal de Sexta', da TVI, era jornalismo isento, igual para todos, rigoroso e fundamentado? Não, tal ninguém se atreveu a dizer. Eis uma curiosa ameaça à liberdade: morre uma liberdade que ninguém se atreve a elogiar. Então, porque choram — só porque, como escreveu Pacheco Pereira, o 'Jornal de Sexta' "dava notícias incómodas para o Governo" e agora já não as dá? E porque dava muito jeito ter o jornal activo durante a campanha eleitoral?

Já se sabe que a suspensão do jornal foi ilegal e abusiva. Mas há uma questão anterior a essa e que, pelos vistos, não tem importância, e que é a de saber se a própria existência do jornal era admissível, sob o ponto de vista editorial e jornalístico. E se à quinta-feira também houvesse um jornal televisivo dirigido ad hominem contra a dra. Ferreira Leite? E à quarta-feira um contra o dr. Paulo Portas? E à terça-feira outro contra o dr. Francisco Louçã? Ou, pior ainda, se apenas existisse um jornal contra algum deles e todos os outros passassem incólumes? O que diriam Pacheco Pereira, Aguiar Branco, Cavaco Silva?

Recorde-se: o 'caso Freeport' nasceu três semanas antes das últimas eleições legislativas, através de uma carta anónima cozinhada entre gente ligada ao então primeiro-ministro do PSD e um agente da P J (condenado por tal em juízo). O objectivo era só um: evitar a vitória iminente de Sócrates e do PS. Depois de quase quatro anos a dormir, o processo reanima-se à vista de eleições, sem que o Ministério Público tenha conseguido matar ou confirmar em tempo útil as suspeitas semanalmente alimentadas pelo "Sol" e pelo 'Jornal de Sexta' contra José Sócrates. O próprio procurador-geral da República (que país extraordinário!) diz não entender como é que o assunto ainda não foi esclarecido pelo MP. Mas a verdade é que não foi, pois parece que a grande questão é a de esclarecer se os magistrados do caso foram ou não pressionados durante um almoço por um colega, para concluírem o assunto rapidamente (o que, como se sabe, é a maior afronta que se pode fazer à Justiça). E eis então que, subitamente, de novo a três semanas das urnas, aparece nova carta anónima enviada ao processo, com "novos dados" — os quais logo aparecem no 'Jornal de Sexta' da TVI. Ó José Pacheco Pereira, você que adora teorias conspiratórias, não acha isto uma coincidência do caraças?

Dizem as boas almas que, independentemente do 'tom' e do 'estilo' do 'Jornal de Sexta', independentemente da verdade ou falsidade dos 'factos' contra Sócrates, foi ele que criou o caso, ao atrever-se a atacar o 'Jornal' de Manuela Moura Guedes (o Vasco Pulido Valente também já tinha explicado isto lá, no próprio jornal). Parece, pois que um tipo, pelo facto de ser primeiro-ministro, não pode sequer irritar-se com o banal incómodo de todas as semanas ser tratado como corrupto por uma televisão, com base num processo que supostamente está em segredo de justiça e onde ele, tanto quanto se sabe, nem suspeito é.

Toda a gente poderá, pois, defender-se e contra-atacar se for publicamente tratada como corrupta. Mas não o primeiro-ministro (que, por dever de função, tem de ser o mais insuspeito de todos). A dra. Ferreira Leite que pense bem antes de aspirar ao lugar! Depois não se queixe, se provar do mesmo veneno...

(…)

Contra esse tipo de "asfixia" tenho escrito aqui vezes sem conta, ao longo dos últimos anos. Sei bem do que a casa gasta. Mas não confundo as coisas: não confundo os empresários 'asfixiados' ou o 'Jornal de Sexta' 'silenciado' com a "asfixia democrática". Disso, só conheço um exemplo concreto: é a Região Autónoma da Madeira, onde ambas, a liberdade empresarial e a liberdade de imprensa, são uma anedota — e por onde a dra. Ferreira Leite, tal como o doutor Cavaco Silva, se passeiam como se nada fosse, nada ouvissem e nada soubessem. Esclareceu-nos ela que ali não existe qualquer asfixia democrática, porque o governo eterno do dr. Jardim foi sufragado pelo povo. Parece que aqui, não: aqui foi o eng.º Sócrates que tomou o poder por golpe de Estado.

Mas, ao menos, nesta confusão mental em que Manuela Ferreira Leite navega, duas coisas ficaram, enfim, claras: que na Madeira se respira a plenos pulmões a liberdade tal como ela a imagina, e que aquele sistema de governo é um bom exemplo do que ela deseja para o país. Só não esclareceu quem pagaria a conta, mas também não é importante. Ela "perguntou ao país" e o país, claro, respondeu que isso não interessa nada. A 'verdade' é quanto basta

 

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por sitiocomvistasobreacidade às 17:59

Será esta a democracia com que sonhamos?

Sábado, 12.09.09

Belmiro explica porque mandou o Público atirar-se a Sócrates: "Governo deu orientações para votar contra" OPA sobre a PT. O excerto da entrevista reproduzido no site do Público é  revelador do grande ódio que Belmiro tem a Sócrates.

Questiono-me como é que as democracias ocidentais poderão ser saudáveis, quando estão reféns dos humores de empresários que detêm os órgãos de comunicação social.

A verdade é que o ódio destilado nas páginas do Público contra Sócrates, fez seguramente perder ao PS muitos dos seus apoiantes. Estejamos, pois, conscientes que os resultados de umas eleições podem ser fortemente condicionados por algumas decisões governativas que desagradam aos Belmiros.

Será esta a democracia com que sonhamos?

PS1 - Ver aqui, a minha anterior análise à importância da comunicação social na determinação do voto das pessoas.

PS2- No excerto da entrevista, Belmiro faz ainda a apologia do sector privado, para justificar uma ainda menor intervenção do Estado na Economia.

Como é que, depois do descalabro do BCP (com praticamente toda a sua antiga administração opus dei constituída arguida) ainda há gente que diz coisas destas sem se rir?

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por sitiocomvistasobreacidade às 05:15





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