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O político e os patetas

Sexta-feira, 21.01.11

O político e os patetas, de Clara Ferreira Alves

(...) Portugal não quer saber. Venha o FMI, não venha o FMI, tudo lhe é indiferente. O conformismo português, herdado de Salazar mas anterior a ele, atávico, é um conformismo nascido da ignorância e da desqualificação. Do subdesenvolvimento. Neste cenário, fica-se com a impressão de que o único político que se mexe e não se resigna é José Sócrates. O único que trabalha. Com todos os seus defeitos, Sócrates tem-se batido, e tem desempenhado um difícil papel no meio de ministros cansados e governantes exaustos de nada fazer, com exceção de Teixeira dos Santos. O Governo não existe, ele sim. No meio dos patetas, aparece um político. Esperam que ele se demita? Esperarão.

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:23

O turbo-ministro e o candidato

Sexta-feira, 21.01.11

O turbo-ministro e o candidato, de Nicolau Santos

A emissão de dívida pública foi um êxito para o país. Relativo, mas êxito. Negá-lo, só por ódio ao primeiro-ministro ou por jogos eleitorais.

Qualquer que seja a ótica porque se olhe, a emissão de dívida pública portuguesa na quarta-feira foi um sucesso. Relativo, é certo, mas um sucesso. Estávamos à beira do xeque-mate e fizemos uma jogada que o evitou. Estamos longe de ter ganho o jogo, mas também mais longe de o perder.

Aliás, não por acaso, a subida das bolsas europeias e americana, as declarações de diversos dirigentes europeus e os títulos da imprensa mundial não deixam margem para dúvidas: Portugal, que estava no centro de todos os holofotes, ultrapassou com sucesso um primeiro e muito difícil obstáculo.

Três razões essenciais contribuíram para isso. A primeira tem que ver com o trabalho de casa que o Governo tem feito junto de investidores fora da zona euro, aliciando-os a comprar dívida portuguesa. A China já terá adquirido €1,1 mil milhões e pode também ter estado ativa no leilão de quarta-feira. O Brasil está em fila de espera. E os Emirados Árabes são o senhor que se segue. A segunda tem que ver com a jogada de marketing do primeiro-ministro, que na manhã de terça-feira anunciou que o défice de 2010 ficará abaixo dos 7,3%. E a terceira resulta da intervenção agressiva do Banco Central Europeu nos mercados, comprando dívida pública portuguesa e não só.

Ora, perante os resultados obtidos - mais do triplo da procura e uma taxa de juro para o longo prazo mais baixa do que em novembro e abaixo da fasquia psicológica dos 7%, embora ainda muito elevada - é extraordinário como o turbo-ministro das Finanças, que passou à velocidade do som pelo primeiro Governo de Sócrates, vem declarar que "Portugal ficou mais perto de pedir ajuda ao FMI"; e que o candidato à reeleição presidencial não consiga pronunciar a palavra êxito ou, ao menos, sucesso, ficando-se por um tíbio "vamos ver, vamos ver, este é só o primeiro passo", ao mesmo tempo que resolve afirmar que não exclui uma crise política no horizonte.

O primeiro caso resulta do manifesto ódio que o turbo-ministro tem a Sócrates, o que obnubila os raciocínios económicos do professor universitário. Bem melhor esteve António Nogueira Leite ao dizer que o défice de 7,3% está expresso em contabilidade pública e não nacional, que é a que conta, faltando apurar os resultados do SNS, administração local e regional, fundos e serviços autónomos. No segundo caso, o candidato presidencial, que com grande probabilidade será reeleito, está a entrar em jogos políticos perigosos, lançando novas incertezas e fragilizando a nossa posição, num dia em que tínhamos ganho alguns pontos no braço de ferro com os mercados.

Aliás, a questão do pedido de ajuda do país ao fundo europeu de emergência e ao FMI está a tornar-se uma luta ideológica, em que a direita prefere a vinda dos homens sem rosto do Fundo e a esquerda resiste a esse desiderato.

Entendamo-nos. Do ponto de vista do interesse das famílias e das empresas portuguesas e da autoestima nacional, é luminosamente evidente que é melhor sermos nós a resolver os problemas que, em grande parte, nós próprios criámos. Querer que o FMI venha para arredar Sócrates do poder pode ser interessante para o partido A ou B, mas não coloca os interesses nacionais acima dos partidários.

Estamos a caminhar no fio da navalha e falta muito para dizermos que ganhámos a guerra. Mas na quarta-feira vencemos sem dúvida uma batalha.

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:13





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