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É esta a minha reflexão sobre o que deve ser a Social Democracia no séc. XXI em algumas áreas de intervenção política.
Ao fazê-lo tenho consciência que a ideologia dominante nas sociedades ocidentais, e no nosso país, está longe do que defendo. O liberalismo, a procura do lucro fácil, dominam-nos, mas a situação actual torna incontornável a necessidade de mudarmos de vida, e tal como diz Mário Soares (maior inspirador deste meu texto), mudarmos de paradigma.
Mas o caminho pode ser longo, porque o pensamento e a prática reinantes têm sólidos apoios. Media, Think Tanks (como o Compromisso Portugal) e até Universidades dão ao liberalismo alguma credibilidade teórica, ao mesmo tempo que o tornam atraente para as massas, porque nos dizem que as melhores soluções passam por liberalizações, privatizações, flexibilizações laborais
Há pois que ripostar à doutrina dominante e construir uma alternativa credível a esta economia que nos está a conduzir para o abismo.
[neste ponto não resisto a abrir um parêntisis sobre as Faculdades de Economia de Universidades Públicas em Portugal. O ISEG, tem como Presidente o ideólogo do Passismo e do Plano Inclinado da SIC, o Prof. João Duque. Recentemente ouvi uma entrevista ao Prof. Daniel Traça, Presidente do Conselho Pedagógico da Universidade Nova de Lisboa, na qual este docente, defendia com visível entusiasmo as medidas de austeridade da Troika...Apenas posso concluir que estas Universidades, pagas com o nosso dinheiro, se encontram ao serviço do liberalismo. Lamentável.]
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Tantos erros, e nem um culpado!
O problema é a raqzão porque Afonso Camões não diz...