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Imagem da campanha

Sábado, 22.01.11

Ontem não tive tempo para actualizar este blog. Apenas queria mostrar o que sobra desta campanha, do que nos lembraremos para lá do dia 23. Parece pouco, ou caricato, mas não é. Ilustra o fim de uma imagem construída com todo o cuidado por Cavaco durante anos. Cá vai:

 

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:35

Mais uma coelha na cartola do BPN

Quarta-feira, 19.01.11

Mais uma coelha na cartola do BPN, de Daniel Oliveira

Afinal a permuta do terreno de Cavaco Silva na Aldeia da Coelha foi feita com uma empresa de Fernando Fantasia. O BPN aparece de novo ligado aos seus negócios. Algum problema com isso? Vários.

 

Ficou parcialmente esclarecido o mistério da Aldeia da Coelha. E porque disse Cavaco Silva que talvez explicasse tudo depois de dia 23. Perguntava, há uns dias, com quem teria ele feito a misteriosa permuta de terrenos de que, coisa estranha, não se lembrava. Sabemos, mais uma vez através da Visão , que a permuta foi feita com Fernando Fantasia. Ou seja, o seu vizinho no aldeamento e um dos homens fortes do BPN - o mesmo que fez bons negócios em Alcochete com informação privilegiada sobre o que ali ia acontecer. Na realidade, não foi com Fantasia. Foi com a Constralmada, uma construtora que pertencia a ele e à Opi, que, por sua vez, depois de pertencer também a Fantasia passou a ser detida pela SLN. Uma empresa que deu muito que falar na comissão de inquérito do BPN.

Se juntarmos a estas revelações a ligação do próprio empreendimento ao BPN, as ações da SLN que recebeu a preço de favor para vender a preço de mercado, os financiamentos à sua campanha anterior e a participação de vários homens do BPN na sua campanha atual percebemos facilmente que ou Cavaco Silva é perseguido pelos homens do BPN ou a sua relação foi sempre de uma enorme proximidade com esta gente. E isso é politicamente relevante.

Qual é exatamente o problema das relações de Cavaco Silva com o BPN/SLN? Não serão do foro criminal e, a haver alguma irregularidade, ela não está em nenhum dos factos divulgados. São quatro os problemas que se levantam. Todos políticos.

1. A relação de Cavaco Silva com a verdade. Quando se trata do BPN, nunca esclarece, omite, esconde, baralha. Em todos os casos os esclarecimentos não vieram do próprio nem de fonte próxima de si. Vieram de investigações jornalísticas em que o próprio recusou dar qualquer colaboração.

2. A relação de Cavaco Silva com os homens que são responsáveis pela fraude do século em Portugal. Não são apenas seus antigos colaboradores. Não são apenas seus amigos ou vizinhos. São pessoas com quem manteve negócios, cumplicidades financeiras e políticas. Pessoas a quem pode dever favores. Tratando-se de um caso com a gravidade do BPN e de um chefe de Estado, isso é pelo menos inquietante.

3. A relação de Cavaco Silva com a gestão política do caso BPN. Não podemos esquecer que o Presidente da República apoiou uma nacionalização ruinosa que deixou de fora os ativos da SLN. A responsabilidade política primeira é do Governo, é certo. Mas Cavaco participou. E é preocupante perceber que a sua ligação com os que criaram este buraco negro foi sempre tão próxima. Se a isto juntarmos o papel que teve na defesa da manutenção de Dias Loureiro no Conselho de Estado, para o qual o tinha nomeado, devemos mesmo ficar assustados.

4. A relação do BPN com o cavaquismo e com Cavaco Silva. Que o Banco Português de Negócios era um banco de gente que tinha sido próxima do Presidente da República, todos sabíamos. Mas, até estas revelações, defendia-se que Cavaco apenas tinha sido o primeiro-ministro de um Governo onde eles se encontraram. Hoje sabemos que não é apenas isso. Que Cavaco Silva continuou a ser um elemento central junto daquelas pessoas. E que pode bem ter sido usado como um fator de credibilização dos negócios que faziam. Isso aconteceu contra a sua vontade? A regularidade com que manteve contactos comerciais e políticos com os homens do BPN, em benefício próprio, só deixa duas possibilidades: ou Cavaco Silva percebeu o que se passava tão perto de si e preferiu ignorar o terreno perigoso que pisava ou é um de uma ingenuidade e cegueira preocupantes. Qualquer um dos casos é grave, tratando-se de um chefe de Estado.

Uma coisa é certa: Cavaco Silva não pode continuar a tratar os homens que podem vir a ser responsáveis por um rombo de quase cinco mil milhões de euros nos cofres públicos como gente que nada tem a ver com ele. Ou opta por esclarecer todas as relações financeiras e políticas que foi mantendo e continua a manter (Fernando Fantasia está na sua Comissão de Honra) com esta gente ou é legítimo suspeitarmos que ainda há mais por descobrir. Podem os seus apoiantes e o próprio gritar mil vezes que estamos perante uma campanha suja. As dúvidas não se dissipam com a sua indignação.

 

[A mim oferece-me dizer que Cavaco irá ganhar seguramente as eleições, mas, ao contrário do que se poderia esperar, sairá politicamente enfraquecido desta campanha, por se ter feito luz sobre os seus telhados de vidro. A hipocrisia de Cavaco quando fala de seriedade, já não é uma desconfiança de uma minoria, é hoje uma convicção generalizada]

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:34

Aldeia BPN

Sexta-feira, 14.01.11

Alguns dados sobre a fundação da urbanização da Aldeia da Coelha, já conhecida por Aldeia BPN. Já que as TVs censuram qualquer notícia que possa beliscar Cavaco, têm de ser os cibernautas a fazê-lo.

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por sitiocomvistasobreacidade às 21:39

Cavaco desmascarado

Quinta-feira, 13.01.11

Estou pouco optimista quanto aos resultados eleitorais do dia 23. Acredito nas sondagens e acho que Cavaco será reeleito à 1ª volta, mas há uma coisa que com esta campanha já foi garantida: A áurea de homem sério, sem mácula, que Cavaco tem construído de forma magistral ao longo de anos, está ferida de morte.

Por mais que a imprensa silencie ou minimize os telhados de vidro de Cavaco, casos como o BPN e Aldeia da Coelha ficarão gravados em Cavaco como uma tatuagem. Bem que se pode tentar lavar, mas a mancha ficará a pairar sobre todo o seu 2º mandato.

Obrigado ao CC, por ter chamado à atenção para a informação dada pela Visão de hoje.

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por sitiocomvistasobreacidade às 14:50

A leveza de Cavaco

Segunda-feira, 03.01.11

Primeiro veio dizer que os gestores do BPN não seriam muito competentes porque não ainda conseguiram tapar o buraco deixado pelos amigos (Oliveira e Loureiro). Depois ter-se-á lembrado que a actual gestão da Caixa era também constituída por outros seus amigos e apoiantes (o também Oliveira, por exemplo), pelo que veio dizer que os gestores da CGD eram bons, mas não tinham tempo para pôr o banco na ordem, porque estavam em part-time.

Esta inusitada afirmação obrigou novamente a CGD a repor a verdade e dizer que o BPN tinha 4 administradores em exclusividade. Aguarda-se a todo o momento a resposta do candidato, cujo conteúdo é imprevisível dada a imaginação fértil que Cavaco tem revelado nos últimos tempos.

Tudo isto para dizer que o comportamento de Cavaco não pode deixar nenhum português sossegado.

O episódio das escutas a Belém, a declaração ao país sobre o estatuto dos Açores e este conjunto infindável de episódios sobre o banco de cuja holding foi accionista, revelam um Cavaco pouco fiável, pouco previsível, ou quem sabe, pouco lúcido.

É a última coisa de que o país precisa para combater esta crise: ter um Presidente com humores mais voláteis que o índice NASDAQ.

  

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por sitiocomvistasobreacidade às 20:55

Imagine se fosse Sócrates

Quinta-feira, 23.12.10

Imagine se fosse Sócrates, por Daniel Oliveira

"Imagine que era gente muito próxima de Sócrates envolvida no caso BPN. Imagine as suas ligações ao banco pareciam evidentes. O que se investigaria e se escreveria?

Imagine que um homem próximo de José Sócrates estava envolvido na gestão criminosa de um banco e que isso custava cinco mil milhões ao Estado. Imagine que um outro homem ainda mais próximo de Sócrates (Armando Vara, por exemplo) também estava envolvido no caso. E que Sócrates, como primeiro-ministro, vinha a publicamente defender a sua permanência num cargo político.

Imagine que se suspeitava que o banco em causa, quase exclusivamente composto por pessoas do círculo político próximo de José Sócrates, tinha contribuído financeiramente para a sua campanha anterior. Imagine que Sócrates e familiares seus tinham comprado acções desse grupo financeiro e vendido a tempo.

Imagine que, sabendo-se tudo isto, Sócrates apoiava a nacionalização dos prejuízos deste banco. E imagine que essa nacionalização ajudaria a explicar a situação calamitosa do país.

Imagina o que se escreveria sobre o assunto? A quantidade de vezes que o primeiro-ministro teria de explicar as suas ligações ao banco? Os esclarecimentos que teria de dar? As declarações que teria de fazer ao País? Como tudo seria investigado até ao mais ínfimo pormenor? Como todos os documentos seriam vasculhados? Não foi assim nos casos da licenciatura, das casas projectadas, da Face Oculta, do Freeport, da TVI? E muito bem.

Não se percebe porque é que, num caso muitíssimo mais grave nas suas consequências para o país, parece dispensar-se qualquer tipo de vigilâcia democrática quando a pessoa que está em causa é, em vez do primeiro-ministro, o Presidente da República".

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por sitiocomvistasobreacidade às 11:08

O branqueamento da mentira

Quarta-feira, 22.12.10

A brandura com que a comunicação social trata Cavaco chega a ser comovente.

Ontem Cavaco mentiu com o maior dos desplantes perante as câmaras ao dizer que "nunca comprei nem vendi nada do BPN". A hipocrisia deste político não é novidade, assim como o favorecimento que beneficia da imprensa é também antiga.

A verdade é que não houve ninguém que se tenha atrevido a reavivar a memória do Senhor Professor.

 

Cavaco teve 105.378 acções da SLN (*)

Belém recusa explicar ligação à holding do BPN. Presidente foi accionista entre 2001 e 2003. Comprou, em conjunto com a filha, 250 mil acções a €1 que vendeu por €2,40.

 

(*) - lembre-se que o SLN era uma holding não cotada em bolsa, sendo o valor das acções da SLN fixado de forma pouco transparente pela gestão de Oliveira e Costa e seus pares. Por algum motivo, a gestão de Oliveira e Costa considerou que o valor das acções detidas por Cavaco haviam valorizado 140% em 2 anos. Será que o Prof. Cavaco poderia explicar, já que gosta tanto de dar lições, em que se baseou esta valorização das suas acções?


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por sitiocomvistasobreacidade às 09:36





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