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Agora reconhecem

Domingo, 30.09.12

Vítor Bento, Conselheiro de Estado, escolhido por Cavaco Silva, liberal confesso e referência ideológica deste Governo, sempre foi um fervoroso adepto do Governo e das Troikas. Vítor Bento era daqueles que, nos tempos de Sócrates, andava a suspirar por uma intervenção da Troika, para arrumar a casa e gorduras.

Quando o Governo PSD / CDS tomou posse, dizia mesmo que:

"O novo ministro das Finanças é uma escolha muito boa, por ventura a melhor para a tarefa em curso, vai surpreender pela positiva e vai deixar uma grande marca".

 A realidade, porém, é uma chatice que atrapalha e hoje este ideólogo reconhece:

"Estamos na iminência de nos aproximarmos da Grécia"

Acho bem que estes ideólogos da direita portuguesa, reconheçam que a coisa está a correr mal, muito mal. Demonstram, ao menos, um mínimo de auto-crítica.

Mas o que me questiono é como é que esta gente supostamente tão inteligente, não conseguia adivinhar aquilo que qualquer cidadão com um bocadinho de bom-senso se questionava há muito: Porque carga d'àgua é que políticas iguais às que foram aplicadas na Grécia, levariam a resultados diferentes em Portugal?

 

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por sitiocomvistasobreacidade às 11:02

Já ninguém quer ser pai disto

Terça-feira, 04.09.12

Os jornais dizem-nos: Troika descarta 'culpa' no programa

É verdade que o Governo português tomou diversas medidas que não estavam previstas pela Troika, como o roubo dos subsídios de férias e Natal aos funcionários públicos. O Governo português quis por vontade própria ir além da Troika.

Mas não podemos esquecer que a Troika deu o pretexto, o mote, o aval para que diversas políticas fossem adotadas: privatizações (ao preço da chuva) de empresas essencias, como a EDP ou REN; reduções abruptas nos investimentos públicos; mexidas gravosas das leis laborais, que deixam os trabalhadores à mercê da boa-disposição patronal.

Todas estas políticas, que representam em alguns casos, um retrocesso de séculos, tiveram como inspiração a troika.

Assim, não fica bem à troika, agora que o barco se afunda, atirar as culpas para o Governo português.

São ambos co-responsáveis, pelo que ambos deveriam ter a honestidade de explicar onde falharam, e o que vão fazer para emendar os erros cometidos.

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:39

Petróleo em Alcobaça? E que ganhamos nós com isso?

Segunda-feira, 03.09.12

Na Noruega, país que gere os recursos petrolíferos de forma exemplar, a exploração de petróleo está entregue à State Oil, que pertence em 67% ao Estado Norueguês.Os noruegueses sabem assim que beneficiam das receitas geradas pelo petróleo, um recurso natural escasso, que naturalmente pertence a todos.

Em Portugal, onde está instalado o far west económico, o Estado tem uns 8% da Galp Energia, através da Parpública e CGD, e provavalmente dentro em pouco ainda terá menos.

Tudo isto para me perguntar quais os benefícios que os portugueses recolherão se for descoberto petróleo ou gás em Alcobaça.

Sabe-se que foi dirigido um pedido para a aprovação de um plano de desenvolvimento e produção de petróleo e gás, dirigido ao Ministro Álvaro. E que esse pedido foi feito pela Galp e Mohave, uma empresa texana. A partir daí não se sabe mais nada.

Ganharemos alguma coisa que se veja, se for descoberto petróleo / gás em Alcobaça? Ou será que essas receitas não irão apenas engordar, numa qualquer off-shore, a conta bancária do Sr. Amorim?

Pelo que temos visto da atuação deste Governo, temos fortes motivos para duvidar da resposta.

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por sitiocomvistasobreacidade às 20:39

Relembrando as estimativas do Governo

Sexta-feira, 31.08.12

Vitor Gaspar, ministro das Finanças, vai agravar a previsão de recessão para 2012.

Depois de António Borges ter dito que o programa da Troika está a correr bem melhor que o esperado, é curioso recuperar esta notícia que o DE publicou no ano passado.

O DE escrevia que a "A recessão no próximo ano pode chegar aos 2,5%, o que significa mais austeridade.

A economia portuguesa vai enfrentar uma recessão mais forte do que se esperava no próximo ano. O Governo vai rever em baixa a previsão de crescimento para 2012 no Orçamento do Estado (OE), face à quebra de 1,8% que consta do Documento de Estratégia Orçamental. A nova previsão tem implícitas mais medidas de austeridade, que ainda não foram anunciadas, e é mais pessimista que o cenário que está a ser trabalhado pela ‘troika' e pelo Banco de Portugal (BdP)".

O cenário macroeconómico que servirá de base ao OE 2012 não é animador. O Governo está a trabalhar com uma previsão de recessão acima dos 2%, que poderá ir até perto dos 2,5%, apurou o Diário Económico. Uma projecção mais negativa que a quebra de 1,8% prevista quer no Documento de Estratégia Orçamental - apresentado a 31 de Agosto -, quer na actualização do memorando de entendimento da ‘troika' - publicado a 14 de Setembro.


Ou seja, faz precisamente um ano, o Governo previa que a quebra no PIB este ano seria de -1,8%. A 25 de Setembro actualizou esta previsão para -2,5%. Agora, já sabemos que a quebra do PIB será de pelo menos -3%.

 

Temos de concluir, pois, que Borges deve ter escrito o discurso que proferiu ontem há cerca de um ano. O pior é esse detalhe, que se chama realidade.

   


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por sitiocomvistasobreacidade às 22:57

Um país sem defesa ou a grande golpada?

Domingo, 10.06.12

Passos Coelho recebendo um biscoito

 

O El País diz que Passos Coelho é “campeão da austeridade e das teses alemãs”. As atitudes e políticas deste governo confirmam esta análise do El País (que, claro está, foi silenciada pela comunicação social nacional).

A propósito da ajuda a Espanha, que irá ser feita aparentemente com condições mais vantajosas, a Irlanda já veio exigir condições iguais às que Madrid conseguiu.

Atitude que se pode considerar da mais elementar justiça e bom senso por parte do Governo da Irlanda.

Acham que o Governo Português vai pedir o mesmo?

Passos já se apressou esclarecer: "Não há nenhuma razão para pedir novas condições para Portugal", diz-nos o nosso governante.

Mais uma atitude lamentável, ou mesmo vergonhosa deste Governo, que deixa, uma vez mais o país à mercê das vontades destes talibãs da austeridade que mandam na Europa.

A verdade é que ao contrário do que nos querem fazer crer, a ajuda a Portugal foi também uma ajuda à banca. Vale a pena recordar que Judite de Sousa acabou por confessar que deu uma ajudinha aos patrões da banca nacional para que o resgate a Portugal fosse pedido por Sócrates.

O resgate a Portugal foi também um resgate à banca nacional, que tinha dificuldade em financiar-se, tal como agora em Espanha.

Mas Passos prefere ignorar as semelhanças e rejeita qualquer revisão do Memorando com a Troika.

Alguém, como eu, realmente preocupado com o rumo dos acontecimentos na Europa e em particular em Portugal, não pode deixar de se interrogar sobre a razão de tanta passividade, tanta preguiça na defesa dos mais elementares interesses do país. Porque não aproveitar este momento para reivindicar a revisão de um memorando que tanto desemprego e miséria tem criado?

Se não acreditarmos na hipótese da preguiça, a única resposta possível, encontra-se num post recente de Paul Krugman:

"So the austerity drive in Britain isn’t really about debt and deficits at all; it’s about using deficit panic as an excuse to dismantle social programs. (...) the drive for austerity was about using the crisis, not solving it. And it still is".

Passos, Gaspar, e demais parceiros, com António Borges não parecem querer resolver crise nenhuma. Usam a crise e o Memorando como o pretexto ideal para fazer cortar nos direitos dos trabalhadores; facilitar despedimentos; promover a mão de obra barata e sedenta para encontrar qualquer emprego, mesmo a troco de uma esmola; desmantelar escolas e hospitais públicos para tornar mais lucrativas estas àreas de negócio tão apetecíveis; entregar a privados àreas chave da nossa economia, garantindo que alguns amigos são recompensados com bons cargos nas empresas recém privatizadas.

Uma grande golpada, uma histórica vitória do liberalismo em Portugal...

PS1 - No meio disto ainda hoje penso como é que é possível que este governo tenha chegado ao poder com a ajuda preciosa de Bloco de Esquerda e Partido Comunista, que ajudaram a derrubar um Governo PS.

PS2 - Os meus aplausos para François Holande que toma algumas medidas importantes que contrariam a ideologia reinante: França vai encarecer despedimentos para combater o desemprego de 10%.

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por sitiocomvistasobreacidade às 16:14

Entrevista do Presidente da Islândia ao Expresso

Domingo, 27.05.12

A entrevista já tem uma semana, mas numa altura em que o Bankia pede ao governo espanhol uma ajuda de uns míseros 19 mil milhões de euros, a sua atualidade e pertinência é inquestionável.

Alguns excertos da entrevista de Olafur Grimsson "Já chega de pôr os contribuintes a pagar os erros dos bancos":

- O que tem a crise da Islândia de diferente da de outros países, como a Irlanda, para ter escolhido outro rumo na relação com a crise dos bancos?

- Ouvi tantos maus conselhos vindos de fora que evito fazer o mesmo com os outros. Mas vale a pena recordar que tomei a decisão de marcar uma referendo sobre as dívidas da Icesave, no início de 2010, todos os governos europeus, todas as instituições financeiras e quase todas as forças com o poder no meu próprio país, incluindo Governo e maioria do Parlamento, foram contra. Só que eu acredito que é errado pensar que teremos um futuro melhor para a Europa dando prevalência aos mercados financeiros à custa da vontade democrática das pessoas. Quando os Governos da Holanda e do Reino Unido, com o apoio da UE, quiseram forçar os contribuintes islandeses a carregar este fardo imenso de dívidas, por causa do falhanço de um banco privado islandês, as pessoas disseram: já chega! Não vamos ter um sistema onde, se tiverem sucesso, os banqueiros recebem enormes bonus e os seus accionistas recebem o lucro, mas se falharem a conta será entregue aos contribuintes. Porque são os bancos tão sagrados que lhes damos mais garantias do Estado do que a qualquer outra empresa? É interessante verificar como todas as previsões sobre o desastre que cairia sobre a Islândia se eu marcasse o referendo se revelaram erradas. Ficaríamos isolados durante décadas, seríamos a Cuba do Norte, nunca mais ninguém quereria fazer negócios connosco. Nada disso aconteceu. Três anos após a crise estamos a caminho da recuperação. Com um crescimento superior ao da maioria dos países europeus, com um desemprego mais baixo e um potencial de crescimento mais forte para os próximos anos.

(...)

- A situação económica está melhor na Islândia. Mas as pessoas não estão satisfeitas.

- (...)Porque continuam Espanha, Portugal, Itália e Grécia a lutar arduamente, com a situação sempre a piorar de Mês para Mês, enquanto a Islândia segue seu caminho para a recuperação. (...)E o que aqui se fez foi o oposto ao que a ortodoxia económica tinha feito nos últimos 30 ou 40 anos. Claro que as pessoas ainda sentem dificuldades. A recuperação demora tempo. Há histórias trágicas e muitos sacrifícios. Mas nós vemos  jovens a abrir empresas a fazer investigação, a trabalhar nas artes, n música, no design, no cinema, na literatura, nas tecnologias de informação, e percebemos que temos uma vida mais vibrante nos últimos três anos do que nos anteriores, em todos os recursos humanos eram usados pelo sector financeiro. Uma das lições de tudo isto (...) é que mesmo o mais sucedido sistema financeiro é uma má notícia para uma economia que queira ser bem sucedida no sector criativo que é o sector chave deste século.

- A Islândia tem condições para sair desta crise nos próximos dois ou três anos?

- (...) Temos o que é necessário para o futuro: temos os recursos pesqueiros;(...) estamos no topo das energias limpas, que terão cada vez mais procura; somos uma dos países mais ricos em água natural; temos uma natureza extraordinária excelente para o turismo(...)

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por sitiocomvistasobreacidade às 15:47

Stiglitz explica a crise: falha dos mercados e os erros dos políticos

Sexta-feira, 18.05.12

Na Assembleia-Geral da ONU, o Nobel da Economia previu que a austeridade não vai funcionar.

O Nobel da Economia Joseph Stiglitz afirma que as políticas de resposta à crise, em particular a austeridade, estão a falhar e prevê "uma década perdida para a Europa e Estados Unidos". "A austeridade não tem funcionado e não vai funcionar", sustentou ontem, num debate de alto nível sobre a situação da economia mundial, na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

"Nenhuma grande economia alguma vez recuperou com programas de austeridade de um abrandamento ou recessão económica, e muito menos da magnitude que enfrentam hoje a Europa e Estados Unidos. E estas são ambas grandes economias", afirmou o Nobel. Para Stiglitz, as reformas estruturais em curso não vão tirar a Europa da recessão em breve, e quando "mal desenhadas ou aprazadas, podem até exacerbar os problemas", afectando a procura global, que deveriam estar a estimular. Na génese da crise, afirmou, esteve a "falha dos mercados", que levaram a bolhas especulativas, e "hoje os mercados estão a falhar outra vez". "É claro que os mercados não estão a usar os nossos recursos bem. E os nossos governos estão a falhar na correcção destes desequilíbrios dos mercados", afirmou. "Meia década depois do rebentar da bolha, as economias não estão reparadas e não parece que regressarão ao normal em breve", sublinhou Stiglitz, lembrando o exemplo dos anos 1980 na América Latina, uma década "perdida" devido a uma acumulação de políticas erradas.

No "pico da crise", há quatro anos Stiglitz presidiu a um grupo de peritos convocado pelo presidente da AG da ONU, para preparar um relatório com propostas para resposta à crise. O seguimento destas propostas "não foi tão longe" como deveria, afirmou, no combate à desigualdade e em particular na reforma dos mercados financeiros, que não regressaram a um patamar "estável e sólido".

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:47

Mário Soares no DN

Terça-feira, 15.05.12

Em vez de se ler as gordas produzidas pelo DN, o melhor é ler o que Soares realmente escreve. Fica aqui um excerto do artigo "A surpresa Hollande", hoje publicado.

 

 

Curiosamente, na passada sexta-feira, dos Estados Unidos, que têm procurado moderar a crise financeira, que se iniciou na Wall Street em 2008 e, lentamente, feito crescer o emprego, chegou-nos a notícia terrível de que o banco J.P. Morgan, tão considerado, se meteu em especulações muito arriscadas que o fizeram perder, pelo menos, dois mil milhões de dólares. (...) Conclusão, a crise global está longe de ter abrandado ou de estar em vias disso. E sabem os leitores porquê? Porque os responsáveis que a provocaram e provocam são os mesmos que estão ainda ao leme do poder e, portanto, continuam impunes e não querem mudanças, sonhando que podem resolver a crise global mantendo os mesmos comportamentos neoliberais, pondo o dinheiro e o negocismo acima das pessoas. Realmente não podem. Mas insistem nas medidas de austeridade, ignorando que, com elas, cada vez mais, agravam a recessão - como se tem visto - e fazem crescer o desemprego em flecha. (...)

 

Ora, François Hollande, como bom socialista e com uma formação académica e política excecionais, antes e depois do seu discurso de vitória, declarou, sem papas na língua, que com a austeridade não se vai a lado nenhum, como se tem visto na Grécia e por todo o lado, incluindo Portugal. É, pois, urgente mudar de paradigma, para pôr termo à crise, como tenho vindo a dizer ao longo destas crónicas, restabelecendo a confiança das pessoas, dos Estados e das instituições europeias, na medida do possível, pondo os mercados na ordem, acabando com os "paraísos fiscais" - como já foi prometido pelo Governo português, mas não cumprido - e restabelecendo o Estado social solidário e o estado de bem-estar para todos. Sem isso, espera-nos a degradação do projeto europeu, a democracia, em começo de crise, claudica, como já se vem sentindo, e os europeus, perdida a solidariedade e confrontados com velhos e novos conflitos - e talvez guerras - não auguram nada de bom... O desemprego é, de resto, mau conselheiro, começa pela revolta e acaba pela violência...


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por sitiocomvistasobreacidade às 10:31

Sobre a radicalidade

Quarta-feira, 09.05.12

A imprensa bombardeia-nos com a palavra radical para caracterizar o Syriza, que ficou em 2ºlugar nas eleições da Grécia. Para que conste, radical significa:

6. que é inflexível ou intransigente nas ideias ou nas atitudes.

 

Andam os alemães e seus lacaios a apostar há uns 2 ou 3 anos a esta parte em medidas que dão nisto:

Previsões do desemprego serão revistas em alta no próximo exame da troika.

E o radical é o Syriza?

 

"Inflexível" ou "intransigente", isto é, radical, tem sido a Alemanha, e a França (até Domingo) e a nossa dupla Coelho / Gaspar. Recusam-se a aceitar o desastre que tem sido as suas políticas, e continuam a acreditar que esta austeridade é o caminho certo.

Políticas que dão sempre errado, seja na Argentina, seja no Chile, seja na Grécia ou em Portugal, mas que os monetaristas de serviço continuam a ter fé, como se de uma religião sagrada se tratasse.

Raios partam os radicais!

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por sitiocomvistasobreacidade às 11:35

Provocação ao povo

Terça-feira, 01.05.12

Soares dos Santos terá pensado:

"Se hoje é um dia de especial significado para os trabalhadores, irei pôr os meus lacaios a trabalhem mais do que nunca";

"Se os sindicatos apelaram ao boicote às minhas lojas, por obrigar os meus criados a trabalhar no 1º de maio, irei fazer-lhes ver que as minhas promoções falam mais alto que as reivindicações";

"Se esses comunas andam a fazer manifs na rua, irei demonstrar que o que o povo quer é arroz no prato, e que para isso lá está o meu Pingo Doce".

"Irei mostrar a esses comunas, quem manda aqui!"

Julgo que foi este tipo de pensamentos básicos e de hostilização à classe sindical que terão passado pela cabeça de Soares dos Santos para fazer um desconto de 50% nos preços no dia de hoje.

À primeira vista, foi uma enorme vitória da Jerónimo Martins. Filas à porta, lojas a transbordar, prateleiras vazias. Se calhar, foi uma vitória em toda a linha (e não apenas à primeira vista). Só o tempo o dirá.

Mas se eu fosse a Soares dos Santos não celebraria com muito entusiasmo.

A partir de hoje, ele é um rosto. Um rosto de um retrocesso de cem anos, em que o patrão punha e dispunha dos trabalhadores. Um rosto que já se tornara conhecido com a fuga da sede fiscal para Holanda, mas que hoje reforçou notoriedade.

Atrás dos tempos, tempos vêm. Num dia de desespero, o mesmo povo que hoje esperou ordeiramente pela sua vez na fila, poderá fazer-lhe uma nova visita bem menos cordial.

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por sitiocomvistasobreacidade às 22:14





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