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A decadência

Quinta-feira, 22.03.12

David Cameron, está a tentar todos os meios para impedir o país de entrar em recessão, apesar da deterioração da situação orçamental.

Numa altura em que as desiguladades atingem níveis idênticos de há cem anos, o Reino Unido, reforça a dose.

O Reino Unido três décadas após o consolado de Thatcher, entrou numa fase decadente da sua história.
Acabou com a sua indústria, apostou tudo nos serviços financeiros, acreditando que a City de Londres, que promove o lucro fácil e especulativo, conseguiria asssegurar um crescimento sustentável.
Privatizou serviços de saúde, transportes públicos, como o Metro de Londres. A fatura sai cara, pois o Estado tem de pagar avultadas compensações aos privados, mas como beneficia meia dúzia de poderosos, a coisa passa sem escândalo.
Insatisfeito com os resultados que este modelo económico, Cameron não se lembrou de mais nada: reforçar a dose. Penalizar mais a classe média, e beneficiar os ricos.
Só vejo um mérito na medida de Comeron: Acelerar a decadência, para antecipar uma mudança de rumo no Reino Unido e o enterro das ideias de Thatcher.

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por sitiocomvistasobreacidade às 07:57

Um mundo sem Estado Social

Sexta-feira, 09.03.12

Num mundo sem Estado Social, que os arautos do liberalismo por cá querem estabelecer, a coisa funciona assim: Se Estado não é capaz de assegurar a educação dos seus jovens, então têm de ser os jovens a arranjar maneira de pagar os seus estudos.

A natureza perversa do sistema do "salve-se quem puder", tem como natural consequência a perversidade dos modos de vida.

Estudantes que se tornam propriedade de um qualquer padrinho (ou madrinha) endinheirado(a) torna-se assim uma solução natural.

É isto que se quer para os nossos filhos?

 

 

Jovens trocam sexo por pagamento da faculdade

 

O site americano "Seeking Arrangement” disponibiliza um serviço de “troca de favores” entre os utilizadores e está agora a ser usado como plataforma de troca de dinheiro por sexo. Algumas estudantes encontram neste site pessoas mais velhas dispostas a lhes pagar o curso universitário, em troca de sexo.

O fundador, Brandon Lee, afirma que esta troca não é uma forma de prostituição, que os termos da relação são estabelecidos por duas pessoas já adultas e monitorizados pelos administradores do site.

Em entrevista, uma aluna de 22 anos que não quis ser identificada disse que pede de 10 a 20 mil dólares por mês. "Já me deram carros, viagens, jóias. Estes homens levam-me a sair e apoiam-me financeiramente. Eles têm dinheiro e querem ajudar-me", disse.

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por sitiocomvistasobreacidade às 17:24

Quanto vou pagar a mais de impostos?

Domingo, 08.01.12

A liberdade de Soares dos Santos é paga por mim

 

Na entrevista ao Expresso neste fim de semana, Soares dos Santos diz que tem o direito de defender o património. Dito assim, até se pode concordar em tese. Mas ao pensar que a liberdade de uns tem como limite a interferência com a liberdade de outros, não posso concordar com Soares dos Santos.

A verdade é que a liberdade de Soares dos Santos em ir para Holanda interfere com a minha liberdade de defender o meu património. Com as receitas fiscais que vão fugir de Portugal, alguém vai ter de pagar mais imposto. E esse alguém, muito provavelmente, serei eu.

As perguntas que se impõem sobre esta fuga para Holanda (e tenho pena de não a ter ouvido por exemplo no debate quinzenal com o PM na AR, que ocorreu na Sexta-feira) são as seguintes:

Quantos milhares (ou milhões) de Euros vai perder o Estado Português com esta mudança da Jeronimo Martins?

Quanto perde o Estado pelo facto de outras 16 empresas do PSI-20 terem a sua sede fiscal na Holanda?

Quanto paga a mais um trabalhador por contra de outrem, como eu, para sustentar a liberdade do Soares dos Santos em se pôr ao fresco?

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por sitiocomvistasobreacidade às 16:46

Sonhos para 2012

Segunda-feira, 02.01.12

No início de 2011, fiz alguns prognósticos para o ano que então começava.

Este ano não me atrevo a fazer o mesmo, porque a situação é de tal modo sui-generis, e o futuro de tal modo incerto que qualquer prognóstico é mera futurologia.

Mas não resisto a divulgar alguns dos meus sonhos (políticos) para 2012. Dar-me-ia por tremendamente satisfeito se pelo menos um destes sonhos se realizasse. Então aqui vai:

- Sonho que a comunicação social deixe de ser controlada por grandes grupos económicos, que não param de nos vender liberalismo e austeridade como receitas únicas para sair da crise, e que têm um papel decisivo nos resultados das eleições;

- Sonho que as políticas seguidas em Portugal e na Europa deixem de ser definidas pelos "mercados";

- Sonho em saber quem são esses tais mercados que especulam e ganham rios de dinheiro com a desgraça dos países e dos seus povos.

- Sonho em viver num mundo que não seja governado pela Goldman Sachs;

- Sonho em ter um Presidente da República e um Primeiro Ministro que sejam uma fonte de inspiração para que Portugal possa sair desta crise;

- Sonho ver, de novo, a Galp ou EDP controladas pelo Estado português para que estas empresas estratégicas possam ser de novo usadas ao serviço do bem comum e não ao serviço de um qualquer milionário ou do Estado Chinês...

 

São estes os sonhos que me ocorreram enquanto escrevia estas linhas.

Gostava de dizer também que sonho em ver uma França governada pela esquerda, mas o candidato socialista François Hollande não me inspira confiança. Parece-me daqueles políticos semsaborões que nada dizem de substancial. Não o vejo com coragem para se impor face à doutrina dominante imposta pela Alemanha (e pelos tais mercados).

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:44

Por quem os governos governam?

Terça-feira, 22.11.11

Sabia que o BCE empresta dinheiro a bancos privados, isto é, aos tais mercados (para ficar mais difuso e eufemístico), a baixas taxas de juro, que por sua vez vão emprestar esse mesmo dinheiro aos países da zona Euro a taxas altamente especulativas?

Se os "mercados" não estão a funcionar e especulam, porque não acabar definitivamente com estes intermediários onzeneiros? Porque não empresta o BCE directamente aos países, sem as hesitações que tem caracterizado a acção do BCE?

Sabendo-se disto, a afirmação parece-me legítima. Os governos europeus, a começar pelo português, que permitem que esta especulação perdure no tempo, não estão a defender o bem comum. Andam sobretudo preocupados em não estragar o negócio dos banqueiros.

Chegados aqui, gosto da sugestão que consta do Manifesto dos economistas aterrados:  Faça-se uma auditoria às dividas soberanas dos países do Euro em dificuldades (neste momento, já poucos escapam), para que se saiba quem são os seus credores e quem ganha com o agravamento dos juros.

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por sitiocomvistasobreacidade às 22:08

Porque há alternativas à austeridade

Sábado, 19.11.11

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por sitiocomvistasobreacidade às 17:22

A crise não é para todos

Terça-feira, 01.11.11

Passos Coelho, um durão com os mais fracos. Um moço de recados dos mais fortes.

 

Com base na obra de João Pedro Martins, "Suite 605", conclui neste post que a off-shore da Madeira deveria ser irradiada. A existência de off-shores apenas serve a que meia dúzia de empresários, com bons advogados em fiscalidade, escapem ao pagamento de impostos, à custa de uma enorme maioria, que vê quase diaramente a sua carga fiscal aumentar.

Numa altura de crise como esta, seria ainda mais exigível que um governo sério adoptasse medidas que procurassem distribuir os sacrifícios por todos.

Mas o Governo de Passos não está com essa vontade. Descaradamente, sem qualquer réstia de moral, decide manter isenções fiscais na Madeira.

Uma vergonha. Iremos pagar nós, os 99%, por mais esta medida de Passos Coelho.

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por sitiocomvistasobreacidade às 08:41

Suite 605: Algumas conclusões

Domingo, 30.10.11

 

Aqui chamei a atenção para um livro recém publicado, Suite 605, de João Pedro Martins, que versa sobre os truques que são feitos na Zona Franca da Madeira para fugir aos impostos. 

Empresas como a Swatch, Pepsi, Dell ou American British Tobacco têm representações na Madeira com esse objectivo. Os madeirenses nada lucram, já que as centenas empresas fictícias não criam um posto de trabalho. A região nada ganha, perde inclusivamente acesso a fundos comunitários porque o seu PIB está artificialmente empolado. Quem beneficia são apenas meia dúzia de indivíduos, normalmente com ligações a João Jardim, que lucram com os esquemas que ali são montados, sendo administradores de dezenas, se não centenas, de empresas fantasma.

O director regional dos Assuntos Fiscais da Madeira, João Machado, é acusado de vários crimes


Um dos casos descritos é o de João Machado, actual Director regional dos Assuntos Fiscais na Madeira, que é acusado pelo Ministério Publico por crimes de fraude fiscal qualificada, de fraude contra a Segurança Social e de branqueamento, na altura em que era Vice-Presidente do Nacional da Madeira.

Destaco alguns breve excerto do livro:

"Nos últimos anos, os paraísos fiscais têm potenciado o declínio das receitas fiscais provenientes das multinacionais e das pessoas mais ricas e poderosas, forçando os governos a criar impostos complementares, com um impacto regressivo na distribuição da riqueza".

"O director da Tax Justice Network, John Christensen, salienta que "estamos a assistir à corrida para o abismo"....Segundo este especialista, em paraísos fiscais, o mundo anda entretido com as tentativas para se encontrar uma solução para a crise financeira, enquanto a "carga tributária é transferida do capital para as pessoas comuns".

Após ter lido este livro, acredito sinceramente que a Zona Franca da Madeira deve ser imediatamente extinta. O argumento que se esta Zona Franca fôr extinta o capital será transferido para outra Zona qualquer, sem que se resolva o problema de fundo, não colhe.

Em primeiro, porque não há problema nenhum que este capital saia da Madeira, porque o mesmo apenas está lá de forma fictícia. Não cria empregos ou riqueza para a Madeira (exceto para uma notável meia dúzia). Segundo, alguém tem de dar o exemplo para que se ponham termmo a estas off-shores por esse mundo fora.

João Pedro Martins compara as off-shores com realidades como o esclavagismo ou a segregação racial na África do Sul. Uma realidade injusta, chocante, que beneficia uma minoria, à custa de uma enorme maioria.

Da mesma forma que Portugal foi pioneiro a abolir a escravatura, não nos ficaria mal, pelo contrário, ser pioneiro na abolição das off-shores.

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por sitiocomvistasobreacidade às 09:15

O homem que disse toda a verdade

Quarta-feira, 26.10.11

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por sitiocomvistasobreacidade às 19:32





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