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O relatório do grupo de trabalho para definir serviço público é um verdadeiro nojo, baseado em preconceitos ideológico, consagra uma ajuda às TVs privadas que já existem. Pelo meio ainda consegue ter um bafio salazarento.
Vamos por partes:
Sobre a ajudinha aos privados:
Balsemão, militante n.º 1 do PSD
“A forma como a televisão deve ser financiada em serviço público não é através de publicidade comercial, mas sim através de um financiamento que vem ou do Orçamento de Estado ou taxas e Orçamento do Estado, consoante estamos a falar da comunicação feita para o mercado interno ou para o mercado externo". Sim, senhor. Acabar com a publicidade na RTP seguramente que não é uma medida para ajudar as contas públicas. É apenas e tão só uma medida que visa o enfraquecimento, ou mesmo extinção, do serviço público e que beneficia grosseiramente os interesses económicos dos donos dos canais privados. Isto claro, tudo feito no âmbito de um grupo de trabalho pago com dinheiros públicos.
Sobre o preconceito ideológico
Moura Guedes, exemplo de isenção?
Este grupo teve a distinta lata de dizer que falta isenção na RTP. Se há canal que ainda pode ser visto com alguma credibilidade é a RTP. Apesar das Judites de Sousas (jornalista ferozmente PSD, que destilava ódio ao Sócrates e a todos os que o defendiam), a RTP destaca-se da concorrência pela positiva.
Quem pode achar que a TVI na era da dupla Moniz / Moura Guedes tinha uma pinga de isenção ou credibilidade? Ou que dizer do Plano Inclinado da SIC, no qual participava João Duque, o Presidente deste Grupo de trabalho? Para não falar, nos exemplos da imprensa escrita, a começar pelo Público, liderado por José Manuel Fernandes, que crucificou Sócrates assim que soube que o ex-PM não morria de amores pela OPA da Sonae sobre a PT?
Convém lembrar que as TVs, independentemente de serem públicas ou privadas têm a obrigação de "Assegurar a difusão de uma informação que respeite o pluralismo, o rigor e a isenção" (Lei da Televisão).
Sobre o bafio Salazarento
Seria cómico se o caso não fosse sério, mas defender isto é do mais salazarento que se tem visto neste país: "A promoção de Portugal através da imagem ou do som deve ser enquadrada numa visão de política externa e portanto quase que sob a orientação ou em contrato de programa com o Ministério dos Negócios Estrangeiros", afirmou o economista, que defendeu mesmo que a informação veiculada pelo canal internacional deve ser “filtrada” e “trabalhada” para passar a mensagem de promoção do país. Um tratamento da informação que, acrescentou, “não deve ser questionado”. “A bem da Nação”, rematou.
Conversas em família, com Marcelo Caetano. Um bom programa para a renovada RTP Internacional
Para a RTP o veredicto está dado houve um plano para o controlo da comunicação social. Se não, leia-se a apresentação da entrevista de logo do Presidente do STJ a Júdite:
"As escutas no âmbito da "face oculta" revelaram um plano para o controlo da comunicação social.
O Procurador e o Juiz de Instrução de Aveiro encontraram indícios de crime mas em Lisboa o Presidente do Supremo e o Procurador-Geral da República entenderam de forma diferente.
Afinal o que é que se passa?
De que lado esta a verdade e a razão?
Noronha de Nascimento, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o homem que mandou destruir as escutas, é o convidado de Judite de Sousa na Grande Entrevista"
Se a RTP já decidiu que houve um plano para controlar a comunicação social, não sei se quer para que é que ainda estão a perder tempo com entrevistas ao Presidente do Supremo Tribunal.
Decidamente, a RTP vive amordaçada pelo terrível poder Socrático, só pode.
Parabéns pelo seu blog, especialmente por este "in...
Quanto custa o Mario?
E os Homens da Luta, por onde anda essa gente? E a...
Tantos erros, e nem um culpado!
O problema é a raqzão porque Afonso Camões não diz...